2024
Em diálogo com as formas sinuosas e casulares que caracterizam as construções orgânicas de Zalszupin, a exposição reúne desenhos, pinturas, esculturas e mobiliários que remetem aos espaços e memórias afetivas da casa. Por um lado, a escultura botânica de Kimi Nii e os desenhos da flora japonesa de Massao Okinaka enfatizam a porosidade, no piso térreo, entre as salas e os jardins. Por outro, as pinturas de Tikashi Fukushima e Tomie Ohtake reverberam a presença-ausente da pintura de Mabe e da modernidade artística nipo-diaspórica do pós-guerra, trazendo o gesto e o lirismo de Fukushima, em um conjunto de pinturas incandescentes, e a geometria imprecisa de Ohtake, acompanhada do informalismo de suas “pinturas cegas”.
Essas aproximações se desdobram com o mobiliário e os utilitários da designer Claudia Moreira Salles, em parte desenhados para a mostra. As bases, cujos materiais refletem as superfícies da casa, acolhem uma cerâmica em floração de Kimi Nii.